🎯 A era Agent First já começou. E agora?
Quando o cliente deixa de ser humano e passa a ser um algoritmo
Quem tem lido meus textos não pode deixar de notar que desde que comecei a usar o Claude Code da Anthropic praticamente fiquei monotemático. Até eu já estou me cansando disso um pouco mas, ao mesmo tempo, os questionamentos e possibilidades que ele tem aberto não param de chacolhar na minha cabeça e isso é chamada para escrever e tentar colocar os pensamos em ordem. Em caixinhas, como digo, para poder dai entender melhor o contexto, cenário, narrativa e tomar as decisões necessárias.
O que se segue é um desses questionamentos. Que tem a ver com a tomada do ambiente digital finalmente pelas máquinas, agentes autónomos de execução, ou como todos estão chamando: Agentes. As mudanças que eles trazem estão longe do trivial e quanto mais penso nelas, mais possibilidades aparecem.
Durante anos empresas investiram bilhões para disputar a atenção humana nesse campo digital com Branding, posicionamento, influência, storytelling, etc… Sempre com o foco de influenciar o decisor humano de compra, mas e se agora esse decisor não for mais humano?
Para se ter uma ideia de como a coisa está avançada nesse sentido, A OpenAI, que liberou no mercado americano funcionalidades que permitem a criação de agentes autônomos capazes de pesquisar, comparar e executar compras, já começa a figurar entre os dez maiores compradores online dos Estados Unidos. Não porque “consome” por si, mas porque representa milhares de consumidores que delegaram a ela a tarefa de decidir.
Essa é a mudança. Não é mais apenas B2C. É B2A: Business to Agent.
E a principal mudança vem da forma como o agente decide. Ele não é emocional. Não é seduzido por storytelling. Ele não é impactado por um anúncio bem produzido ou por um influenciador carismático. Ele opera por critérios.
Imagine que você programe seu agente com os seguintes parâmetros: marcas sustentáveis, design único, produção ética, bom pós-venda, entrega eficiente e preço justo. Você o libera para buscar globalmente.
Ele pode facilmente encontrar uma pequena marca de nicho no interior do Canadá, com produção artesanal, práticas sustentáveis impecáveis e avaliações excelentes – uma marca que investiu quase nada em marketing tradicional. Poucos a conhecem. Mas o agente conhece. E escolhe.
Nesse cenário, o que acontece com as grandes marcas que vivem de awareness?
Como esse exemplo consigo ver transformações em todos os setores.
No supermercado: seu agente monitora preços, qualidade nutricional, origem dos alimentos e pegada de carbono. Ele monta seu carrinho semanal otimizando custo e impacto ambiental. Ele não “prefere” a marca mais famosa. Ele escolhe a melhor dentro dos critérios.
No turismo: o agente cruza histórico de viagens, preferências culturais, conforto e custo-benefício. Ele pode ignorar redes hoteleiras globais e selecionar uma pousada boutique na Ásia com nota máxima em experiência e sustentabilidade.
Na saúde: planos, clínicas, laboratórios. Se o critério for eficiência, qualidade e preço, quantos players sobreviverão apenas com base em relacionamento histórico?
No direito: o agente não se impressiona com prédio imponente nem com ranking de revista. Ele mede taxa de sucesso, previsibilidade de prazo, custo por etapa processual e aderência ao seu setor. E pode concluir que o melhor escritório para você não é o mais famoso — é o mais eficiente dentro dos critérios que você definiu.
O agente não tem lealdade emocional. Ele tem lógica. E, nesse sentido, as marcas precisarão se tornar legíveis para máquinas, para agentes. Seu marketing e poder de atração tem que ter foco neles e não mais no humano.
Não basta parecer sustentável. É preciso ser. Não basta comunicar excelência em pós-venda. É necessário que os dados comprovem.
Estamos caminhando para um mundo em que APIs, dados estruturados, reputação verificável e interoperabilidade serão mais relevantes do que campanhas publicitárias premiadas.
Quem não for “machine readable” será invisível.
E aqui surge um outro ponto de vista bem interessante: o pequeno produtor pode competir em igualdade. A assimetria de marketing diminui. A eficiência real ganha peso. O pequeno produtor do Canadá, Araguaina, Recife, Porto ou Katmandu compete em pé de igualdade com os gigantes do mundo.
Mas isso também deve significar compressão de margens. Eficiência, gestão de dados e reputação online viram o foco principal.
A mudança aqui é colossal. Antes desse movimento eu tinha as marcas como uma forma de tentar acrescentar valor nos produtos, e continuam sendo, só que agora o foco desse acréscimo de valor volta a coisas menos humanas, mais racionais por assim dizer, e isso muda bem o jogo.
E o mercado financeiro? 🤔
Achou que eu ia terminar esse texto sem falar nele, ne? Ledo engano… kkkk
O que acha q seu Agente fará se você delegar a ele suas decisões financeiras, ele escolherá o banco X que cobra 5% no câmbio porque você “tem relacionamento” com o gerente? Ou escolherá o mais barato, mais eficiente e transparente?
Ele enviará pagamentos internacionais via sistema tradicional, como SWIFT e redes de Visa e Mastercard? Ou o fará através de stablecoins e infra do mercado crypto? Qual tem mais abertura, dados a serem analisados, menores custos?
Vai tomar empréstimo no banco ou via plataforma de DEFI?
Bem, mas isso eh assunto para o próximo texto que já está bem adiantado e logo, logo publico.
Aqui quero so deixar as seguintes provocações:
1- Seu business está preparado para ter agentes como seu principal cliente? Ele é ao menos uma “persona” do seu negócio?
2- Voce já criou o seu agente para sentir na prática o tamanho da mudança? Se não o fez aconselho fazer e logo. Nada melhor do que ver na prática o que tentei descrever aqui.
Assim como um dia falamos em “mobile first” para refletir uma mudança de interface, agora a mudança é mais profunda. Não é sobre a tela. É sobre o decisor.
O cliente final continua sendo humano, mas quem pesquisa, escolhe e decide é o agente. Ou em outras palavras, seu cliente agora passa a ser o Agente e não mais o humano. 😮
Abcs,
Gustavo Cunha
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