🌊 Hyperliquid: hype ou not hype?
US$ 185 bilhões em volume mensal. Será que ainda dá para chamar isso só de hype?
Quem acompanha crypto há algum tempo sabe que a discussão se repete: tudo que cresce rápido é logo rotulado como bolha, e tudo que parece novo vira revolução. A verdade, como costuma ser, está no meio do caminho. E é exatamente nesse meio que mora a Hyperliquid hoje.
A Hyperliquid não é só mais uma DEX. Ela é uma L1 inteira, construÃda do zero para uma coisa só: derivativos. Quando o projeto surgiu, confesso que torci o nariz. Construir uma blockchain inteira para uma única aplicação parecia exagero. Estava muito errado.
A escolha fazia sentido. Derivativos exigem latência baixa, finalidade subsegundo e um livro de ofertas que funcione de verdade. AMM não conseguiu tomar esse espaço. Quem já operou perpétuos em redes lentas/congestionadas ou CEX que às vezes ficam fora do ar sabe do que estou falando.
E os números sustentam a narrativa. Volume mensal de US$ 185 bilhões em abril de 2026, mais do que todos os concorrentes descentralizados somados. Receita validada de US$ 844 milhões em 2025. Cerca de 97 a 99% dos fees voltam ao mercado via buyback do token HYPE. Aquele modelo de Real Yield que comentei analisando GMX e GNS, aqui foi levado a outro patamar.
Tem ainda a camada institucional. O acordo AQAv2, com Circle e Coinbase roteando 90% do yield sobre US$ 5 bilhões em USDC para o protocolo. ETFs da Bitwise, Grayscale e 21Shares no forno. E o volume de petróleo perpétuo que explodiu 250 vezes durante o conflito entre EUA, Israel e Irã, quando CME e NYMEX estavam fechadas.
Tem hype nisso? Claro que tem. Mas o mercado global de derivativos vale perto de um quadrilhão. Você acha mesmo que infraestrutura 24/7, on-chain, sem clearing houses, super adequada para agentes de AI vai ficar restrita ao nicho crypto?
Relatório completo da Fintrender disponÃvel aqui:
Abcs,
Gustavo Cunha
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