Olá, seja bem-vindo a mais uma das iniciativas que eu tenho aqui para a gente entender esse mundo que está sendo criado.
Quem tem me acompanhado aqui recentemente tem visto que eu tenho não só gerado conteúdo escrito, mas falado com uma voz de IA que eu programei para ler os meus textos — então você já podia escutar ou ler os textos que eu fazia.
Mas em uma dessas reflexões, que foi a minha última aqui, veio uma discussão sobre... caramba, o mundo está sendo tão inundado de conteúdo de IA que está difícil saber o que é feito por humano e o que é feito por IA.
E aí surgiu essa necessidade, que é minha também, de ter o humano do outro lado — estar sabendo com quem eu estou falando. Eu quero saber que eu não estou respondendo aquele Twitter, ou aquele e-mail, ou aquela coisa que é um robô do outro lado. Que quem está me mandando um negócio no LinkedIn é uma pessoa, não é um robô.
Por que vídeo?
De todas as tecnologias que eu tenho testado, o vídeo ainda é uma que a produção em massa por IA — eu me replicar via vídeo — é muito difícil.
Você consegue gerar vídeos de IA, muitos ainda, e o YouTube está sendo invadido por isso: vídeos de IA sobre exploração, sobre diversos assuntos. Tem muitos vídeos aí. Quem está vendo música, tem muitas músicas até que são produzidas por IA. Você vai ver nos vídeos, são vídeos curtos, a gente consegue ainda perceber o que é isso. Mas pegar uma pessoa real e representar por IA? Isso é muito difícil.
A voz já está muito perto. Vocês viram os meus testes lá — a minha voz de IA consegue ler os meus textos e parece que dá umas erradas de vez em quando, mas acho que está muito perto de ser indistinguível.
Uma nova iniciativa
Essa iniciativa vem no sentido de separar um pouco. Eu estou produzindo muita coisa com IA, mas tem coisa que vai ser eu, de verdade. Acho que é um pouco essa ideia de a gente ter esse contato aqui pessoal também.
E qual é essa iniciativa agora? Eu vou começar a fazer textos falados, textos em vídeo. Em vez de escrever o texto e pedir para a IA fazer o áudio, eu vou gravar o vídeo e a IA vai transcrever esse vídeo — ela vai trazer isso para texto também. Para quem quiser o texto, está aqui. Para quem quiser o vídeo, está aqui. Para quem quiser o áudio, já vai estar aqui, porque sou eu que estou falando.
A reflexão: tem um humano do outro lado?
Meu nome é Gustavo Cunha e a ideia aqui é falar sobre esse mundo que a gente está vivendo — de a gente ter necessidade de ter contato com o humano.
Eu já falei algumas vezes aqui que essa parte de interação no meio digital entre humanos é uma coisa que vai ser cada vez mais rara e cada vez mais difícil. A gente está sendo inundado por conteúdo de IA, e o conteúdo está ficando muito bom. A gente já tem conteúdo de IA muito bom. Isso faz com que essa distinção comece a ficar mais difícil — a gente começa a não saber muito bem quem é humano e quem não é humano do outro lado. E isso traz uma certa frustração.
O artesão e o brinde turístico
Uma das coisas que eu sempre falo é que eu vejo essa parte de humanos nesse meio digital como aquele brinde em cidades turísticas.
Se a gente fosse para cidades turísticas há 40, 50 anos atrás, você ia ter aquele brinde, aquele negócio que você ia comprar para levar de volta para a sua cidade, que era feito localmente, pelas pessoas de lá. Era manual, era muito regional, era muito de lá.
Com a tecnologia de produção na China, principalmente, isso acabou sendo pulverizado no mundo inteiro. Hoje, qualquer cidade turística que você vai, qualquer coisa que é produzida é feita no Vietnã, na China, na Ásia de modo geral. Não é mais produzida localmente.
Existem os artesãos locais? Existem ainda. Mas eles são cada vez mais raros, cada vez mais caros e cada vez mais difíceis de você acessar.
É assim como eu vejo que a coisa está indo. Cada vez vai ser mais difícil a gente ter interação no meio digital entre humanos. Ele é um meio muito favorável para a tecnologia e para a parte digital — e não é tão favorável para a gente. A gente prefere estar pessoalmente com outras pessoas. Acho que a pandemia trouxe muita gente para essa percepção.
O digital ajuda, mas não substitui
Eu que moro fora do Brasil, por exemplo, tenho contato com um monte de gente via vídeo, via áudio, via WhatsApp, via Meet, via Teams, via Zoom — qualquer coisa que seja. É ótimo, mas não é a mesma coisa que você estar junto com seus amigos num jantar, por exemplo, conversando, indo para uma reunião presencial. A gente sabe disso.
O que eu queria trazer aqui é um pouco dessa reflexão: a gente está indo para um mundo em que precisamos começar a separar e ter mais claro o que é de IA e o que não é.
IA tem coisas muito boas. Eu acho que é irreversível, ela vai vir. Eu tenho várias iniciativas que estou acelerando na produção de conteúdo de forma bem legal, já está vindo com bastante qualidade. A gente já consegue qualidade e quantidade nesse mundo, como eu já tenho falado aqui.
A dúvida agora para mim é: o que é fake e o que não é? Acho que a gente também tem uma discussão sobre isso, que é paralela a essa de ser feito por humano ou não.
Vamos construir isso juntos
Vale a pena continuar? Ficou legal? A transcrição está legal? Você prefere lido? Prefere que eu continue escrevendo? Prefere vídeo? Comente qualquer coisa aí para a gente seguir aqui — a gente vai ajustando e fazendo as coisas que forem melhores para a gente e para você.
Do meu ponto de vista, só um ponto final que eu acho importante: fazer vídeo é muito mais fácil do que escrever. A produção de conteúdo para mim como pessoa acaba maximizando muito mais o meu tempo fazendo vídeo do que escrevendo. A reflexão talvez não seja tão profunda, no sentido de que o tempo que eu demoro para escrever acaba trazendo mais coisas. É algo que eu vou ter que testar, mas a gente vai testando junto — sempre experimentando e aprendendo juntos.
Obrigado e até a próxima.


